Eixos e Estratégias de Trabalho

A partir do que foi estabelecido no Plano de Trabalho para os anos 2013-2017, pretende-se estabelecer rotinas de trabalho que articule os seguintes vetores e eixos de atuação:

Desenvolvimento e Monitoramento
Empreendedorismo, Gestão e Inovação

EIXO – TERRITÓRIOS CRIATIVOS 
  1. Mapeamento das potencialidades territoriais;
  2. Criação de Fórum de trabalho para criação de políticas de desenvolvimento a partir da economia criativa.
EIXO –EMPREENDIMENTOS CRIATIVOS
  1. Fomentar a capacitação;
  2. Articular artistas e empreendedores.
EIXO – ESTUDOS E PESQUISAS
  1. Implantar sistema de informações e indicadores culturais a partir da Criação do OBEC-DF.
EIXO – FORMAÇÃO PARA COMPETÊNCIAS CRIATIVAS
  1. Apoio sistemático para formação profissional dos empreendedores criativos, com cursos presenciais e EAD.
EIXO – MARCOS LEGAIS
Formalização do Empreendedor Individual.
EIXO ESTRUTURANTE – REDES E COLETIVOS
  1. Programar política de formação;
  2. Potencializar as cooperativas e redes.

Atividades

As atividades desenvolvidas pelo Observatório considerarão a inovação em pesquisa e extensão considerando a produção de conhecimento gerado a partir da Universidade em conjunto com os atores sociais. Entende-se como missão desta Universidade a produção e difusão do conhecimento, portanto não serão utilizados instrumentos de pesquisas ou metodologias únicas, mas sim diversos aspectos que deem conta do universo desenhado pela economia criativa. 

A partir desta observação considera-se de vital importância que a universidade construa as equipes a partir das propostas empreendidas neste plano, não desconsiderando nenhum grupo ou pesquisador que queira se incorporar nas estratégias planejadas. 

O esforço conjunto buscará a coleta, análises e sistematização de dados, contanto com os indicadores que são considerados no SNIIC, IBGE, IPEA e outros institutos de pesquisa. Além de considerar os dados já gerados pelos sistemas de informação, temos o intuito de produzir novos indicadores para análise de informações relativas à cultura.

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a participação dos setores criativos no PIB do Brasil atingiu em 2010 o montante de R$ 95,157 bilhões, ocupando cerca de 4.287.264 do total de trabalhadores do país. Estes dados são ampliados quando levamos em consideração que os mesmos correspondem aos resultados de uma economia formal. Um grande percentual dos empreendimentos e profissionais dos setores criativos brasileiros atua na informalidade. 

Este é o motivo pelo qual a aplicação desses conceitos – incluídos na definição da Economia Criativa – a empresas e aos negócios em geral, é um requisito fundamental para sair do lugar comum da competição predatória por participação de mercado em produtos e serviços existentes.

A diversidade étnica e cultural da população é destaque como fonte de criatividade – vantajosa para a criação de inovações. A cultura brasileira, sua diversidade e criatividade, combinada com a singularidade de ter desenvolvido um sistema de inovação baseado em seus recursos naturais, pode fazer do País um lugar em que a vasta maioria da população veja a si própria como contribuindo para um futuro mais inovador, próspero e sustentável. Citamos alguns exemplos: A moda, o design, o artesanato, a arquitetura, a música, o teatro, a dança, a pintura, a fotografia, as festas e as manifestações populares (carnaval, festas juninas etc), o audiovisual (cinema e vídeo), a indústria de conteúdos digitais (internet), os jogos eletrônicos, a publicidade etc. 

Economia Criativa é um conceito em construção, mas sabemos que é a economia do intangível, do simbólico. Essa nova economia contempla os ciclos de criação, produção, difusão, circulação/distribuição e consumo/fruição de bens e serviços caracterizados pela prevalência de sua dimensão simbólica gerada por setores cujas atividades econômicas têm como processo principal um ato criativo, gerador de valor simbólico, elemento central da formação do preço, e que resulta em produção de riqueza cultural.

Assim, o OBEC-DF, não pretende, apenas, promover investigações e debates ou demonstrar a importancia das da economia criativa, mas colaborar no entendimento da cultura como base de desenvolvimento, onde a produção cultural  é a alavanca para a  formação orientada, essencial ao desenvolvimento das sociedades e o emponderamento social local. 

Esta condição é inerente ao trabalho universitário, e dentro da nossa metodologia de ação a condição inter e multidisciplinar está registrada no caráter multidisciplinar da equipe coordenadora. O DEX irá articular equipes multidisciplinares de pesquisadores e extensionistas no sentido de promover atividades que possam dar relevância  a experiências que relacionam:

  • Contribuições de diversas áreas do conhecimento;
  • Aspectos multirreferenciais de ordem teórico-conceitual sobre a Economia Criativa;
  • Angulações de análises que privilegiem a diversidade cultural, seus inúmeros atores e suas distintas formas de organizações;
  • Processos inclusivos e experiências transformadoras que contribuam para o empoderamento das pessoas e o fortalecimento da cidadania;
  • A transversalidade e o sincretismo de expeiências artísticas, culturais, políticas, sociais e econômicas do Distrito Federal.